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Dica de Livro: Comer, Rezar e Amar

Essa dica para ler esse livro parece até idiota, imagina que um livro que vendeu mais de 5 milhões de exemplares vai ser ruim?  não né? Pra quem vim o filme eu recomendo muito que leia o livro que é muito mais profundo e faz mais sentido que o filme.

A história  do livro é uma mistura de drama, romance, história  e geografia, é possível ler sobre um turbilhão de emoções assim como conhecer os lugares que a autora passou em sua viagem pela paz espiritual. É um livro cheio de surpresas boas durante a leitura, escrito de uma maneira que é possível sentir que está viajando pelos locais que a autora passou e se emocionar com as histórias secundárias.

 

E por fim,

eu poderia dar mil motivos para ler esse livro, mas acho que uma citação da página 123 já basta, por que todo livro é como um todo incrível:

[…] Em um mundo de desordem, desastre e frande, algumas vezes só a beleza merece confiança. Somente a excelência artística é incorruptível. O prazer não pode ser sucateado. E, algumas vezes, a comida é a única moeda real. Dedicar-se à criação e ao usufruto da beleza pode ser, portanto, um negócio sério – nem sempre necessariamente uma forma de furgir da realidade mas, algumas vezes, uma forma de ater-se à realidade, quando todo o resto está  se desfazendo em… retórica e trama. Não muito tempo atrás, as autoridades prenderam uma confraria de monges católicos na Sicília que estava em estreito concluído com a Máfia, então em quem se pode confiar? Em que se pode acreditar? O mundo é duro e injusto. Erga a voz contra essa injustiça e, pelo menos na Sicília, você vai acabar nos alicerces de um prédio novo e feio. Em um ambiente assim, o que você pode fazer para conservar uma noção de sua dignidade humana individual? Talvez nada. Nada, talvez, a não ser orgulhar-se do fato de sempre tirar filés perfeitos  do seu peixe ou de fabricar a mais leve ricota da cidade inteira?”

GILBERT, Elizabeth. Comer Rezar e Amar: a busca de uma mulher por  toda as coisas da vida na Itália, na Índia e na Índonésia. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008.

Boa semana 😉